Começando um novo blogue...um espaço para discussões sobre química e ensino de química... Inté mais, Fred
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domingo, 2 de dezembro de 2012
ENEM 2011 - Um pouco mais...
Olá, gente.
Mais uma vez, vamos nos debruçar sobre os dados do ENEM 2011.
Já tivemos algumas discussões sobre os dados e pretendemos continuar as mesmas.
No post passado, usamos uma planilha de dados com os resultados já analisados e separados por escolas. Desta vez, nós obtivemos os dados originais completos para as análises que faremos a seguir.
Os mesmos podems ser obtidos a partir do INEP.
Enfim, aqui vamos nós.
Cremos ser interessante ter uma dimensão do ENEM. Na sua edição de 2011, o mesmo aplicou 3.993.671 provas, isto representa quase 4 milhões de estudantes. Contudo, somente cerca de 31% tem a categoria da sua escola identificada (1.270.622 estudantes). Ou seja, só sabemos se a escola é federal, estadual, municipal ou privada de cerca de 30% dos estudante. É importante termos ideía desta dimensão.
Dentre os que identificaram a categoria de escola, temos:
Federal 22.300 (cerca de 1,8%)
Estadual 970.539 (cerca de 76,4%)
Municipal 15.810 (cerca de 1,2%)
Privada 261.973 (cerca de 20,6%)
Notamos, então, que a grande maioria dos estudantes estão em escolar da rede estadual.
Vamos, então, aos resultados. Aqui devemos destacar que fizemos uma primeira análise a partir das diferentes provas apllicadas. O ENEM realiza as suas provas em quatro categorias, incluido uma redação. Nós analisamos as notas obtidas nas categorias Ciências da Natureza e Suas Tecnologias (Biologia, Física e Química), Ciências Humanas e Suas Tecnologias (História, Geografia, Sociologia e Filosofia), Línguas, Códigos e Suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira, Artes, Educação Física, Tecnologia da Informação e Comunicação) e Matemática e Suas Tecnologias (Matemática).
Aqui está o resultado geral nacional por categoria:
Vamos, então, aos resultados por categoria escolar (Federal, Estadual, Municipal e Privada) e por área de conhecimento.
A partir das médias nacionais, por categoria e por área de conhecimento, podemos verificar que a rede Federal obteve as maiores médias em todas as provas, seguida pela rede Privada. Já a rede Estadual sempre obteve os menores valores médios em todas as provas.
Embora, tais valores não sejam muito diferentes, resolvemos aplicar uma Análise de Variância para verificar se tais diferenças são estatisticamente significativas ou não.
Para nossa surpresa, verificamos que as médias são estatisticamente diferentes, ao nível de confiança de 95% (Teste de Tukey).
Também devemos ressaltar que a rede Estadual apresenta os menores valores de desvio padrão. Isto indica o quando os valores se distribuem ao redor do valor médio.
Assim, parece existir indicações de que a rede estadual apresenta uma distribuição mais concentrada ao redor da média, com uma menor variação das notas, sugerindo uma maior homogeneidade na mesma.
Enfim, por enquanto, é isto.
Voltaremos assim que tivermos mais análises.
Abraços, Fred
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
ENEM 2011 - Uma Breve Análise
Oi, gente,
Como já saíram os dados do ENEM 2011, acho que vale a pena a gente se debruçar sobre os mesmos e refletirem o que eles podemos nos dizer.
Críticas à parte, um sistema de avaliação/acompanhamento/correção é necessário para que possamos sempre verificar se estamos no rumo desejado e se as mudanças são efetivas e desejadas.
A primeira vista, fizemos um balanço da média geral entre as escolas estaduais, federais, municipais e particulares, bem como uma comparação inicial entre os dados do interior e da capital e da média geral nacional.
Senão vejamos,
Tomando a média geral, como parâmetro de comparação, notamos que não se apresentam grandes diferenças entre os diferentes setores, ainda que a rede estadual tenha a menor média geral. A diferença - em média - entre as redes Federal, Municipal e Privada é mínima, cerca de 7 pontos.
Em termos de valores máximos, podemos notar que a rede privada obteve a maior nota geral, e que as redes municipal e federal estão relativamente próximas da mesma.
Em termos de notas mínimas, as redes federal, municipal e privada apresentam desempenhos similares, enquanto que a rede estadual obteve o menor resultado.
Comparando-se as médias gerais obtidas pelas escolas da capital - Goiânia - com a dos municípios do interior do estado de Goiás, obtivemos os seguintes dados:
Mais uma vez, ao analisarmos os dados, cruzando a média geral da capital com as escolas do interior, não observamos grandes diferenças. Na média geral, as escolas da capital obtiverm cerca de 48 pontos a mais. Entretanto, em relação à mellhor nota obtida, esta diferença cai para cerca de 13 pontos.
Comparando com a média nacional:
Em breve, caso interesse iremos continuar esta análise com os dados por prova e analisando por categoria.
Abraços, Fred
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
MEC estuda fusão das disciplinas Biologia, Física e Química
Gente,
A Divisão de Ensino da SBQ enviou uma carta enviada ao Sr. Ministro da Educação sobre a fusão das disciplinas Biologia, Física e Química.
Ficam aqui as mesmas perguntas que a SBQ se faz:
"Quais as universidades que possuem atualmente cursos para formação de professores de Ciências para atuar no Ensino Médio? Quanto tempo elas necessitariam para formar uma nova leva de professores com esse perfil?
Existem professores que assumiriam o desafio de ensinar mais de uma das disciplinas das Ciências? São poucos se comparados com o número total de professores das três disciplinas. Desse pequeno grupo, quantos conseguem fazê-lo com competência e quantos se esconderiam em práticas pedagógicas obsoletas que exigem a memorização de informações em detrimento de um aprendizado mais efetivo?
O que será feito dos atuais professores das disciplinas enquanto não forem preparados para assumir a nova disciplina? Serão dispensados? Serão requalificados? Serão colocados na nova sala de aula e terão que "se virar" para atender a nova proposta ou simplesmente farão o que sempre fizeram?
O que essa proposta traz de avanço para a qualidade do ensino? Quais são os argumentos que a justificam? Há algum exemplo internacional de tomada dessa medida? Há trabalhos acadêmicos que estudam ou estudaram essa alternativa? Há subsídios científicos que mostram a real eficácia da proposta? Se afirmativo, quais os resultados obtidos? O que foi feito para preparar a aplicação dessa mudança? Se essa ideia teve êxito em outro país, não seria interessante começar por uma avaliação piloto isenta? "
Em particular, a última questão é extramamente pertinente. Mudanças em Educação são GERACIONAIS. Ou seja, levamos muito tempo para verificar os efeitos das mesmas. Logo, devemos tomar muito cuidado ao propor alterações. E acompanhar com todo o cuidado as mesmas, inclusive com a organização de projetos pilotos e avaliações constantes.
Mais ainda, recentemente foi divulgado o ranking da Educação mundial da UNESCO, na qual o Brasil ocupa a 88a posição.
Aqui estão os 10 primeiros lugares:
1 Japão
2 Reino Unido
3 Noruega
4 Cazaquistão
5 França
6 Itália
7 Suíça
8 Croácia
9 Holanda
10 Eslovénia
Fonte: http://www.unesco.org/pv_obj_cache/pv_obj_id_0CE36B5FE2F7FB4483239B099E4BC4D54BA50100/filename/gmr2011-efa-development-index.pdf
Fica a pergunta: Por que não verificar como funcionam os melhores sistemas educacionais e adaptar os mesmos ao Brasil? Será que são tão diferentes assim da nossa cultura?
Enfim, cabe uma reflexão.
Abraços, Fred
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Fazendo um gráfico de barras no excel
Oi, gente,
Após ter várias dúvidas sobre como montar um gráfico no excel, resolvi fazer um pequeno vídeo tutorial, ensinando como fazer um gráfico de barras no excel. Espero que vocês aproveitem.
Se tiverem sugestões sobre outras coisas, mandem para mim, pois pretendo continuar montando estes vídeos.
Abraços, Fred
Segue aqui o endereço para o vídeo no YouTube:
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